Artistas seleccionados da Segunda Edição 2025
Criação
Armando Mazoio

Iniciou a sua trajetória artística no teatro participando em diferentes criações coletivas e experimentando a cena como espaço de expressão e reflexão. Durante a pandemia da Covid-19, alargou o seu trabalho para a escrita literária e dramática, explorando prosa, poesia e dramaturgia, com apresentações públicas em instituições de referência como a Fundação Fernando Leite Couto, o Centro Cultural Moçambicano-Alemão e o Festival de Teatro de Rua Kupanda.

Projecto seleccionado: “Memórias em Deslocamento”

O projecto visa a criação de uma peça de teatro em Pemba, Cabo Delgado, a partir da recolha de histórias de vida de pessoas deslocadas pela insurgência. Será um processo colaborativo, envolvendo alguns dos jovens formados pela 16 Neto em produção artística, bem como artistas locais, com ênfase na inclusão de mulheres.

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Gerson Mbalango

Actor, sound designer e compositor, com experiência em teatro, dança contemporânea e projectos de criação sonora experimental. O seu percurso artístico tem como base o diálogo entre som, corpo e memória, explorando como as paisagens sonoras podem expressar emoções, estados mentais e identidades culturais.

Projecto seleccionado: “Tradi[M]ensional”

O projecto nasce como uma proposta artística, cultural e social que une tradição, memória, saúde mental e inovação sonora. A iniciativa explora o encontro entre instrumentos tradicionais moçambicanos, depoimentos de pessoas em contextos de vulnerabilidade emocional e técnicas contemporâneas de sound design, criando um espaço de escuta, expressão e cura coletiva.

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Leia Nhambe

Cantora e compositora, com experiência em canto tradicional e popular. Dedica-se à valorização da cultura moçambicana através da voz e da performance, unindo tradição e modernidade.

Projecto seleccionado: “Timindzo ta vulavula”

O projecto propõe a produção de um EP e um documentário que exploram a fusão entre tradição e modernidade, envolvendo músicos de diferentes gerações e regiões do país. A iniciativa pretende fortalecer a identidade cultural moçambicana e promover novas formas de expressão artística enraizadas na música tradicional.

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Mariana Carrilho

Cantora lírica e artista multidisciplinar, formada em Canto lírico pelo Conservatório Superior do Liceu (Barcelona) e em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (Porto), o seu percurso se move entre a música, a performance e a exploração de narrativas de identidade e ancestralidade. Através do canto lírico, desenvolveu uma linguagem que cruza a expressividade vocal da ópera com elementos de artes visuais, escrita e som experimental.

Projecto seleccionado: “Flor do Ibo – Canções em Homenagem às Mulheres Mwani”

O projecto nasce do desejo de reconectar heranças culturais e espirituais do povo Mwani, com uma estética contemporânea que une música clássica, eletrónica e sonoridades tradicionais. Através da voz cantada e do som como matéria viva, este trabalho propõe um diálogo entre o ancestral e o moderno, o íntimo e o coletivo, a vulnerabilidade e a força das mulheres em contextos de transformação.

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Mirrely Timbane

Intérprete de Língua de Sinais Moçambicana (LSM), artista multidisciplinar e activista pela inclusão das pessoas com deficiência. Desde a adolescência, dedica-se às artes como teatro, dança, moda e arte de rua como espaços de aprendizagem e partilha. O seu percurso artístico une teatro inclusivo, moda e causas sociais, com o propósito de dar visibilidade à comunidade surda e promover uma cultura verdadeiramente acessível em Moçambique.

Projecto seleccionado: “Vozes que Curam”

É um musical inclusivo que coloca no centro do palco jovens com deficiência, concedendo-lhes total protagonismo para se expressarem. Num contexto em que persistem padrões sociais excludentes e a falta de condições adequadas para o acesso aos serviços públicos básicos, sobretudo na saúde, o projecto surge como um acto de resistência e afirmação.

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MOBILIDADE
Natacha Socre

Artista performativa e poetisa de spoken word, vice-campeã da 6ª edição do Moz Slam. A sua prática artística combina poesia, performance e narrativa cultural para explorar temas de identidade, resistência e inclusão social.

Projecto seleccionado:
“Participação no Campeonato Africano de Slam e Poesia - Guiné Conacri 2026”

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Neide Sigaúque

Campeã nacional e internacional de Poetry Slam, poeta de intervenção social e slammer. A sua arte integra-se nas artes performativas, utilizando a poesia e a performance como ferramentas de transformação social e sensibilização.

Projecto seleccionado:
“Participação no Festival de Poesia do Slam das Minas Suburbanas - Salvador, Bahia, Brasil”

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Raúl Zimila

Actor, performer e produtor audiovisual, formado em Teatro pela Universidade Eduardo Mondlane, destaca-se no teatro, cinema e projetos sociais, combinando conhecimento, habilidades artísticas e impacto comunitário.

Projecto seleccionado:
“Lutar para perder” - Participação no Festival Internacional de Teatro Universitário - Santiago de Compostela, Espanha”

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Artistas seleccionados da Primeira Edição 2024
Criação
Francisco Baloi

É estudante do curso de teatro, pela UEM. Vive actualmente em Maputo. É activista socio-cultural e director do Mafasse criativo, movimento de reciclagem onde desenvolve trabalhos ligados à higiene e saneamento, processo criativo e cenográfico, orientação de oficinas de artes plásticas e reciclagem. Trabalha como técnico de luz, actor e encenador pela Companhia de Artes A Palhota, e é membro co-fundador da associação para promoção de arte urbana- Maputo Street Art.

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Ana Constantino

Artisticamente conhecida como Constantine, é uma artista moçambicana que se destaca como cantora, escritora, produtora, artista de gravação e performance, além de artista visual. Além de seus talentos musicais, Constantine também é uma artista visual de destaque. Sua arte visual abrange arte digital, edição criativa e direção de fotografia, cada uma refletindo sua meticulosa atenção aos detalhes e visão criativa. Seu trabalho no setor das artes visuais é caracterizado pela qualidade impecável e apresentação inovadora, tornando-a uma figura proeminente na comunidade artística moçambicana.

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David Almeida

É pesquisador cultural, actor, diretor artístico e encenador de peças teatrais, com um foco dedicado ao gênero e ao feminismo em países emergentes. Formado em Teatro (dramaturgia e encenação) pela  UEM, tem 7 anos de experiência sobre Gênero, artes e comunidades, desenvolvendo e adequando as ferramentas do teatro para o engajamento das comunidades nos processos de desenvolvimento comunitário inclusivo, justo e sustentável, através dos processos de identificação e desconstrução das desigualdades de gênero.

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Cesária Vuende

Começou sua carreira em 2012 no grupo de teatro Txivirica. Em 2016, tornou-se membro da Companhia de Artes Makwerhu (CAM) a convite de Guillaume Thièriot. Participou em um filme indiano em 2019. É apaixonada por artes circenses e teatro infantil. Em 2021 e 2022, recebeu bolsas para formação artística na França e Portugal. Participa de workshops para promover a cultura teatral entre crianças, adolescentes e mulheres.

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Ezequiel Mandlate

Bailarino e acrobata, formado pelo coreógrafo Panaibra Canda, ele participou do projecto Incluarte, da Handicap International e do CCFM. Teve o privilégio de trabalhar com alguns artistas oriundos de vários cantos do mundo, ganhou o terceiro lugar do Hackathon em criação de soluções para pessoas com deficiências visual e auditiva, ganhou o primeiro lugar do prêmio da melhor peça de Dança Inclusiva e dirigiu uma peça de dança para o grupo em que faz parte Quebrar Barreiras.

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Iraneta Campos

Formada em música e recursos humanos, foi co-fundadora de bandas femininas como Khayissa Queens e The Legend Friends, ministrado pelo ícone do afro-jazz Jimmy Dludlu.Teve o privilégio de tocar no workshop em que estiveram o falecido Oliver Mtukudzi e Judith Sephuma e de acompanhar a cantora do Hip Hop Iveth. Foi mentora e professora na Casa da Cultura e no Centro de Estudos da Matola e agora no Canto das Artes. Trabalhou no projecto ensinando guitarra a meninos de rua ministrado pela Casa da Cultura de Maputo.

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Osvalda Nhacune

É gestora cultural, produtora e cantora, licenciada em Gestão e Estudo Culturais no ISArC. Estagiou no Ntsindya em 2021 na área da produção, em 2022 trabalhou como assistente de produção na Xiluva Artes, estagiou no Museu da Assembleia da República e no CCFM em 2023 na área da produção e mediação. Mas também é fundadora da Banda Ku Pfuxa Xikali que significa Acordar o Passado.

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MOBILIDADE
Daniel Banze

É actor de teatro, de circo e estudante de teatro na universidade Eduardo Mondlane. Faz teatro há mais de 5 anos, em grupos amadores e já participou em algumas peças e festivais de teatro e novela em Moçambique. É também animador de festas e organizador de festivais de teatro amadores e tardes de teatro.

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Matilde Chabana

Licenciada em contabilidade e auditoria, responde pelo Departamento de Comunicação do Moz Slam. É capacitadora de oficinas de poesia falada, coordenadora de marketing dos eventos do Tindzila, membro do Círculo Acadêmico de Letras e Artes de Moçambique, co- produtora do evento Heroínas e mestre de cerimônias de diversos eventos culturais. Também, é fundadora do grupo cultural Tinyelete de Chongoene, autora de uma obra publicada, O Perfume do Pecado, e outra suplente sob a chamada da Fundza.

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Ghost Note Band

Alcino Sambo na guitarra, Salomão Mandlate na viola baixo, Horácio Mangwele no piano e Américo Sambo na bateria. É uma iniciativa, existente já há um ano, de 4 jovens emergentes moçambicanos que se dedicam ao Afro Jazz, Muthimba, Funk e Marrabenta. Costumam também acompanhar artistas em concertos e já tiveram mentoria de vários artistas estabelecidos como Nicolau Cauaneque, Realdo Salato, Texito Langa, Nené Cossa e Sarmento de Cristo. Alguns deles participaram das músicas da banda que estão atualmente a ser gravadas.

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Hilário Manhiça

Iniciou os seus estudos musicais em 2017, começando por aprender a tocar guitarra e aprender teoria musical. Estudante de música e técnica vocal no Projeto Xiquitsi desde 2018 - um projeto sem fins lucrativos de inclusão social através do ensino coletivo de música. Membro fundador do grupo Esquadrão Quinteto. É também membro do grupo de câmara (Orquestra) - Camerata Hidden Treasure , instalada na Fortaleza de Maputo, onde é compositor e arranjador.

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